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19 de Fevereiro de 2020

Como atrair clientes qualificados usando o Jusbrasil

Neste artigo, vou compartilhar com você os bastidores da nossa estratégia para atrair clientes no Jusbrasil.

Sérgio Merola, Advogado
Publicado por Sérgio Merola
há 2 meses

Sim, isso mesmo, atrair clientes qualificados no Jusbrasil.

Essa semana, recebi um e-mail de uma advogada, dizendo que ela rezava para que esses 3 passos realmente dessem resultados.

Ela me disse isso porque sempre tinha visto o Jusbrasil apenas como uma boa página para ler artigos e consultar jurisprudência, nada mais.

Ela assistiu à nossa aula sobre o Jusbrasil - clique aqui e confira a reprise - e nunca havia pensado nessa possibilidade.

Ocorre que um dos modelos de negócio do Jusbrasil é, justamente, ser uma plataforma que possibilite ao Advogado atrair seus clientes por meio do marketing digital.

Mesmo que você já utilize essa plataforma, e não esteja tendo resultados, ou esteja utilizando outras formas para atrair clientes sem sucesso, eu vou te mostrar, aqui, como colocar a maior plataforma de conteúdo jurídico do mundo, com mais de 1 milhão de visitas por dia, para trabalhar para você.

Eu sei que muitos acreditam que isso não é possível.

Se eu não tivesse conseguido atrair grande parte dos meus clientes pelo Jusbrasil, eu também duvidaria, no seu lugar.

Por isso, vou mostrar para você como funciona a estratégia por trás desse processo de atração de clientes através do Jusbrasil.

Se funcionou para mim, pode funcionar para você

Antes de te revelar os 3 passos, é importante que você saiba como eu cheguei até a esse método que vou contar hoje.

Eu conheci o Jusbrasil em 2015, quando um colega me apresentou suas funcionalidades.

Eu me lembro com detalhes do dia que ele me propôs abrirmos um escritório para ficarmos ricos “com esse negócio.”

Por “esse negócio”, entenda “atrair clientes pelo Jusbrasil”.

“Olha o tanto de gente que entra aqui procurando advogado”, dizia ele.

À época, eu trabalhava num dos principais escritórios de advocacia daqui de Goiânia.

Tinha um salário fixo, razoavelmente bom, e não me empolguei tanto com a proposta, confesso.

Contudo, meu colega se cadastrou no Jusbrasil e começou a receber informativos no seu e-mail.

Sempre que chegava algum novo pedido de advogado no Jusbrasil, ele abria o e-mail no seu celular, “printava” a tela e me mandava.

“Olha aí! Já imaginou quanto daria para ganhar com esse negócio? Olha o tanto de gente entrando em contato!”.

Eu concordei em fazer o cadastro, só para mostrar para ele que aquilo não daria certo, que seria mais uma mentira da internet.

Combinei que ele teria que me pagar dobrado a mensalidade que eu tinha pago em meu cartão de crédito, caso eu não conseguisse fechar nenhum contrato.

Ele concordou e fiz meu cadastro.

Nosso primeiro cliente pelo Jusbrasil

Tirei uma foto boa, de terno, preenchi aquele tanto de coisa que pedia no cadastro, e parti para o ataque.

Abri o que se chama hoje de Escritório Online (não existia esse nome na época), e comecei a procurar causas que eu entendia.

A primeira foi a de um aprovado em um concurso das forças armadas, que havia sido eliminado no exame de saúde.

Ele era de Brasília, mas como o escritório que eu trabalhava tinha uma filial lá, resolvi arriscar.

Peguei o telefone e liguei!

Conversamos sobre a causa e disse que poderíamos fechar em 3 mil reais, mas que poderia parcelar esse valor em duas vezes.

Ele me falou que era servente de pedreiro, ganhava apenas 1.700 reais por mês (em Brasília, uma das cidades mais caras do país).

Infelizmente, não conseguiria fechar comigo.

Eu, naquela ânsia de fechar aquele contrato, negociei: 4 parcelas de 500 reais, você consegue?

Ele disse que sim e passou no escritório, para assinar procuração e contrato e deixar a primeira parcela de 500 reais.

Naquele momento eu falei para meu colega, em bom goianês: “Véi, o trem funciona mesmo! O cara fechou! Não é possível! Por que ninguém usa esse Jusbrasil? Isso é uma mina de ouro!”

Mas nem tudo foi como a gente esperava

Antes de achar esse é o fim da minha história, já vou advertindo que não é.

Vai me acompanhando, pois as coisas não deram muito certo nesse primeiro momento.

O cliente, de fato, fechou.

Entrei com a ação, ganhei a liminar e ele pode continuar no certame.

Foi épico!

Para mim, eu tinha descoberto a galinha dos ovos de ouro, e era questão de tempo para eu ficar rico!

Era muito fácil fechar contratos e eu estava abismado com aquela situação!

Ocorre que eu tinha uma função específica no escritório.

Eu geria uma equipe de cobrança, e tínhamos 5 mil processos para cuidar.

Minha chefe não estava gostando de eu mudar o foco do serviço do escritório.

Foi quando ela me pediu para não pegar mais clientes do Jusbrasil, e me manter focado em nosso cliente.

Respeitei a decisão dela e larguei os contatos pelo Jusbrasil.

Naquela altura, eu já tinha fechado 6 clientes, e as ações já estavam todas protocoladas.

Fiquei muito frustrado com isso e, mesmo amando trabalhar naquele escritório, resolvi pedir contas e advogar por conta própria.

Era algo que sempre sonhei e que planejava fazer em algum dia.

Vi que aquela era a hora de tomar uma decisão para mudar minha vida

Lembrei do Jusbrasil e pensei: vou começar a ligar e pronto: problema resolvido.

Final do primeiro semestre de 2016 eu era um advogado autônomo, sem clientes, sem escritório, armado só com um celular, notebook e o Jusbrasil.

Todas as minhas esperanças estavam depositadas no Jusbrasil.

E eu estava muito confiante que daria certo (afinal, já tinha dado certo lá no antigo escritório), não ia mudar nada.

E comecei a ligar. Ligar, ligar ligar...

Me apresentava, dizia que já tinha trabalhado no escritório do Dr. Fulano de Tal.

Foi aqui que a tragédia começou a se desenhar.

Ninguém fechava!

Era não atrás de não. Fiquei assustado. Apavorado!

Era muito fácil fechar contratos no Jusbrasil quando eu trabalhava no outro escritório.

Eu não sabia identificar o que havia dado de errado.

Eu precisava entender o que estava acontecendo

Foi aqui que decidi que precisa estudar, entender esse tal de marketing digital.

Comecei a ler e assistir a tudo que podia.Comprei livros e pesquisei na Internet.

O problema é que nenhum conteúdo parecia realmente bom para me ajudar a sair daquela pindaíba.

Só encontrei conteúdo que estava distante da realidade da advocacia ou que não tinha aplicabilidade prática.

Ou eram dicas agressivas de vendas, que violavam o Código de Ética e me causariam problemas, ou então aquelas velhas dicas de advogados, dizendo que eu precisava construir reputação, mas que isso levaria anos.

Conclusão: vender não pode, reputação demora demais (e eu quebraria em pouco tempo).

Uma parceria estratégica mudou o processo de atração de clientes

Foi quando encontrei o Ricardo Orsini, do Advocacia in Foco (que hoje, é meu sócio).

Vi que ele tinha um conteúdo diferente, com estratégias interessantes e dicas boas e aplicáveis na advocacia.

Foi a primeira vez que ouvi sobre posicionamento e construção de autoridade na advocacia.

Na Advocacia, o marketing digital, por meio da criação de conteúdo, não pode ser usado para vender serviços, mas para construir autoridade.

E o processo de construção de autoridade, por meio do conteúdo, não precisava demorar anos.

Aliás, ele era um processo relativamente rápido, se você soubesse como escrever, para quem escrever e como escrever o conteúdo certo, na hora certa.

Entendi que criar autoridade era algo bem diferente de construir reputação.

Daí me caiu a ficha!

Era a tal da autoridade que me faltava.

Eu trabalhava num dos principais escritórios do Estado, e isso criava uma imagem de autoridade perante as pessoas que eu ligava.

Na verdade, era uma autoridade emprestada.

Quando eu saí do escritório famoso, eu era apenas o Sérgio.

E ninguém sabia quem era o Sérgio.

Por isso, as pessoas não estavam mais dispostas a me contratar.

Eu precisava descobrir como criar uma autoridade para a marca do Sérgio Merola, mas precisava disso rápido.

Construção da autoridade

A autoridade é o que permite que pessoas desconhecidas confiem em você o suficiente para te contratar como advogado.

E, para quem estava buscando atrair clientes através da Internet, sem indicação e sem ser conhecido (reputação), eu precisava quebrar essa objeção: como contratar um advogado que eu não conheço.

Construir autoridade seria o passo para isso!

Mas, daí, veio o segundo problema.

Eu não tinha um escritório com fachada bonita, como o que eu trabalhava.

Eu não tinha grandes clientes e nem ganhado causas importantes ainda.

Eu não tinha dinheiro para pagar um assessor de imprensa para me colocar na TV, nos jornais.

Como eu iria fazer para construir a minha autoridade?

O que os advogados costuma fazer?

Bom, antes de te falar o que você deve fazer para fazer isso, eu preciso te contar o outro lado da história.

O que você não deve fazer, caso queira usar o Jusbrasil para atrair clientes.

Vou te contar agora como os advogados normalmente fazem para atrair clientes e porque eles não têm sucesso.

O caminho mais comum

O caminho mais comum, por incrível que pareça, é não fazer nada.

Isso mesmo: não fazer nada para atrair clientes para o escritório.

E sabe porque esse é um caminho comum?

Porque existe um mito, disseminado na advocacia, de que basta prestar um bom serviço, manter a excelência técnica da sua advocacia, que os clientes vão te indicar.

Se você for paciente e persistente, em alguns anos, você consegue construir uma carteira de clientes rentável e sustentável.

Para falar a verdade, eu até acredito que esse caminho seja viável e se aplique a alguns advogados.

Sabe quais?

Os que têm alguma fonte de renda alternativa para esperar por 3, 4 ou até 5 anos, até chegarem os resultados.

Agora, se você não tem um cônjuge com um bom salário, um segundo emprego ou não tenha passado em um concurso público, dificilmente vai conseguir manter sua advocacia sustentável por muito tempo.

Não quero que você me entenda mal.

Indicação é uma excelente fonte de clientes e manter a qualidade do seu serviço é fundamental.

O que eu estou dizendo é que só indicação não vai garantir sua advocacia nem no curto, nem no médio prazo.

Vai manter no longo prazo, mas esse tempo não é factível para todos.

Indicação é bom, mas não é suficiente.

Você vai ter que fechar as portas do seu escritório pelo simples motivo de que os boletos continuarão chegando, as contas precisarão ser pagas, e não haverão clientes pagando para sustentar seu escritório.

Simples assim!

E para piorar: se você arrumar um outro emprego, um outro negócio ou passar num concurso, dificilmente terá tempo para cuidar da sua advocacia.

A indicação é boa, mas não vai sustentar sua advocacia

O que estou falando aqui não é só uma opinião pessoal.

Eu tenho acompanhando centenas de advogados em todo o Brasil, nos nossos grupos e turmas de treinamento.

E são muitos que contam sempre a mesma história: se eu não arrumar clientes imediatamente, vou ter que fechar o escritório e arrumar um emprego.

E clientes que paguem ou consulta ou honorários iniciais, porque causas no êxito não vão resolver meu problema.

O problema é que advocacia é meio que viciante.

Depois que você ganha a sua primeira causa, e recebe por isso, não consegue mais imaginar voltar a fazer outra coisa.

Nem trabalhar em escritório para ganhar bem hoje eu quero.

Não consigo me imaginar cuidando de clientes de outros.

Por isso, o método “esperar o cliente pela indicação” não funciona, a não ser como forma complementar de atração de clientes.

O segundo caminho tem crescido na advocacia

Um segundo caminho que muitos estão tomando (não a maioria, mas muitos) é investir em marketing digital.

Essa parece ser a nova tendência da advocacia.

E eu até vejo isso de forma positiva.

Afinal de contas, invisto 80% do meu tempo e dos meus recursos em marketing digital.

Acredito muito nesse caminho para advogados autônomos e pequenos escritórios.

Mas também tenho visto que muitos estão simplesmente perdendo tempo e dinheiro com estratégias totalmente equivocadas.

Ou então, correndo riscos com estratégias vedadas pelo Código de Ética.

Também tem muita gente adotando o digital, mas no fundo, querem apenas terceirizar o marketing, para uma agência ou um freelancer.

Como se fosse possível você contratar uma alguém de fora do seu escritório que fizesse o marketing no seu lugar.

Muitos têm a esperança de que bastaria pagar alguém (ou uma empresa) fazer o marketing e os clientes simplesmente começariam a ligar.

Com essa máquina automática de atrair clientes, você continuaria apenas cuidando dos seus prazos, sem se incomodar com esse negócio de marketing jurídico.

“Eu não fiz faculdade para fazer marketing, mas para advogar”, muitos diriam.

Quem dera fosse assim, tão simples!

Uma dica muito séria: anote aí!

Esse cenário pode parecer meio desanimador para você, não é?

Você estava pensando que eu iria dar dicas que resolver seu marketing e você não precisaria mais pensar no assunto.

Na verdade, vou te dar uma dica muito séria.

Se eu fosse você, pegava uma caneta agora, anotaria o que vou dizer num papel e pregaria na sua mesa:

“Se você não parar para cuidar do seu marketing, ninguém vai fazer isso por você”.

Um advogado que não entenda, pelo menos, o básico de marketing aplicado à advocacia, não saberá nem que soluções terceirizar ou que estratégias adotar em sua advocacia.

Ele acaba contratando as soluções erradas, ou investindo tempo e dinheiro demais em ferramentas que não dão resultado.

A realidade é que o advogado precisa entender de marketing e precisa cuidar do processo de atração de clientes.

Mesmo que você não esteja disposto a colocar a mão na massa, você precisa entender o mínimo para saber o que e como terceirizar ou delegar para sua equipe.

Só assim você será capaz de escolher a estratégia que realmente funciona para atrair os clientes que você precisa.

Quando você não entende o que está fazendo

Quando você não entende o que está fazendo, vai fazer postagens diárias, escrever artigos (inclusive para o Jusbrasil), gravar vídeos, dar palestras, contratar agência para cuidar das suas redes sociais, e nada de clientes.

E quando a estratégia adotada te posiciona mal, mesmo que os clientes te liguem, não serão os clientes que você gostaria.

Serão aqueles que não querem pagar seu preço, e fazem leilão dos seus honorários.

Serão os dispostos a fechar com com aquele que fizer o menor preço.

Em resumo: esperar que os cliente cheguem pela indicação ou tentar terceirizar sem se envolver com o seu marketing não resolverá o seu problema.

E eu acredito que boa parte dos advogados que reclamam da falta de clientes fazem exatamente isso.

Agora, vamos falar do jeito certo de atrair clientes usando o Jusbrasil

Vamos, então, aos passos para atrair clientes usando o Jusbrasil.

Autoridade

O primeiro passo a gente já antecipou: reconhecer que você precisa construir sua autoridade.

Construir sua autoridade não diante de toda a comunidade jurídica, mas apenas perante aos clientes potenciais dos seus serviços.

Se você não é visto como uma autoridade, não vai conseguir atrair seus clientes.

E, mesmo que conseguir, não vai conseguir fechar bons contratos.

Pense comigo: você é esse tipo de advogado?

  • sempre reclama dos clientes;

  • não dorme por causa deles;

  • fica ansioso o tempo inteiro quando se lembra deles;

  • não gosta de fazer um atendimento porque sabe que eles vão pechinchar, reclamar e desvalorizar o mérito dos seus serviços.

O que está faltando aí e a AUTORIDADE.

Reputação no longo prazo é excelente.

Mas para o curto e médio prazo, bom mesmo é ser enxergado como autoridade.

Só assim, internautas pesquisadores vão fechar com você.

Conteúdo e posicionamento

Depois de reconhecer a importância de construir sua autoridade, você precisa definir um posicionamento estratégico.

Vou me explicar melhor sobre esse ponto, pois não quero que você entenda esse passo como uma dica solta.

Esse passo faz a diferença, e vamos entender o porquê.

A melhor forma de construir autoridade para quem está começando, e não tem estrutura, dinheiro, experiência ou reputação, é criando e promovendo conteúdo relevante.

O marketing de conteúdo é a estratégia mais interessante para a advocacia, pois ajuda a construir autoridade no curto prazo, reputação no longo, e não implica em captação de clientela (se você assim o quiser).

E quando eu percebi que precisava construir minha autoridade, comecei a produzir artigos e vídeos feito um louco.

Acreditava que, quanto mais conteúdo eu publicasse em minhas redes sociais e no meu perfil do Jusbrasil, mais pessoas eu atingiria.

Mas não foi bem assim que as coisas aconteceram.

Percebi que eu atraia muita audiência para meu conteúdo, angariava muitos seguidores, mas continuava não fechando contratos.

Não é possível: ainda havia alguma coisa de errado.

Foi quando comecei a minha parceria com o Ricardo.

Ele me indicou que o conteúdo estava bom, mas havia um erro de posicionamento.

Meu conteúdo não estava me ajudando a me posicionar como uma autoridade.

O que é o posicionamento?

Esse é o momento em que a gente entende melhor o que é posicionamento.

Posicionamento é a forma como sua advocacia quer ser enxergada pelo cliente.

Aqui, tudo depende da comunicação.

Dependendo da forma como a você consegue comunicar seu posicionamento, atrai o cliente certo, ou não.

Hoje, percebo que existem muitos advogados tentando atrair o cliente através do posicionamento errado.

Consequentemente, atraem o cliente errado.

Um exemplo: muitos querem atrair empresas para o serviço de assessoria jurídica, mas se posicionam como escritórios para contencioso de pessoa física.

Acabam comunicando um posicionamento típico de direito de família, consumidor e trabalhista.

Se as empresas te enxergarem assim, elas não vão te contratar.

Era isso que eu notava na forma como eu promovia meu conteúdo.

Apesar de estar produzindo muita coisa, eu não tinha um posicionamento definido.

Por isso, as pessoas não me procuravam.

No meu perfil no Jusbrasil havia postagem de direito do trabalho, previdenciário, administrativo, empresarial..tinha de tudo.

Eu atirava pra todo lado, não tinha estratégia de produção de conteúdo definida porque meu posicionamento não era estratégico.

E eu precisava de mais clientes, com causas melhores.

Alinhando o posicionamento

Eu demorei um pouco para conseguir entender esse conceito de posicionamento.

Quando eu fiz a sociedade com o Ricardo, em janeiro de 2018, fomos alinhar o posicionamento do escritório.

Ele disse que estava tudo errado nas minhas publicações, e que tínhamos que usar o conteúdo para reposicionar a minha advocacia.

Primeira coisa que fizemos foi definir o segmento de mercado para o qual iríamos nos posicionar.

Como eu já tinha alguns clientes servidores públicos, percebi que era uma matéria que eu gostava de atuar, e conseguia cobrar bons honorários.

Mas isso não era o suficiente.

Eu tinha que escolher problemas específicos para dar um foco maior no conteúdo.

Fizemos uma pequena pesquisa de mercado.

Conversamos com servidores, pesquisei processos judiciais em primeira instância e fiz muita busca no Google.

Descobrimos que a demanda mais forte entre servidores, para o tipo de cliente que a gente queria atrair, era o PAD – Processo Administrativo Disciplinar.

Posicionamento não é área de atuação

Agora, perceba um ponto importante, para entender como se posicionar corretamente é fundamental.

Minha área de atuação é direito administrativo.

Mas eu não me posicionei como administrativista.

Eu me posicionei, inicialmente, como advogado que atua em defesa de servidores que estão respondendo a PAD.

E isso fez toda a diferença na construção da minha autoridade.

Mais específico, mais direcionado, focado em um problema compreendido pelo servidor.

E, o principal, com pessoas dispostas a contratar, desde que reconhecessem a autoridade.

E esse era o papel que o conteúdo iria executar: construir autoridade.

Conteúdo é democrático e te posiciona

A produção de conteúdo é o meio mais acessível, democrático, e eficaz para um advogado criar sua autoridade no mercado.

E isso só foi possível com a expansão da internet e das redes sociais.

Antes disso, somente quem aparecia na TV, no rádio e nos jornais conseguia construir uma autoridade.

E para isso, o advogado teria que desembolsar muito dinheiro.

Por incrível que pareça, o Código de Ética e Disciplina da OAB autoriza a estratégia do assessor de imprensa, para que ele faça a intermediação com veículos da imprensa.

Só que esses profissionais cobram caro, em valores que podem chegar a 5 mil reais por mês.

Já para produzir conteúdo, você só precisa de tempo, estudo e dar o pontapé inicial.

Essa última parte é muito importante, pois vejo muitos advogados com medo de começar.

Planejam, planejam e planejam, e não saem do lugar.

A escrita persuasiva e estratégica: estamos falando de copywriting

Eu comecei a escrever meus artigos falando só sobre PAD’s, e sempre na perspectiva do servidor público, e não na perspectiva do jurista ou da academia.

Porque não adianta eu produzir conteúdo e definir o meu posicionamento corretamente, se o meu conteúdo não consegue impactar a minha audiência, não consegue gerar uma conexão emocional com ela.

Esse é, ao meu ver, o passo decisivo para o sucesso de usar uma plataforma como o JusBrasil como estratégia de atração de clientes qualificados.

Tem muita gente escrevendo artigos semanalmente para o Jusbrasil.

Alguns escrevem até mais de um artigo por semana, e nada de clientes.

A questão não é só escrever, a questão é PARA QUEM VOCÊ ESCREVE e COMO VOCÊ ESCREVE.

Tem uma técnica de escrita persuasiva, que nos ensina a criar um impacto maior com nossos textos, chamando mais a atenção, mantendo a atenção do leitor no seu conteúdo e construindo a sua autoridade.

O nome dessa técnica é Copywriting

Eu tenho falado muito sobre copywriting, porque ela é a técnica decisiva, a que faz toda a diferença entre produzir artigo gratuitamente para a Internet, e produzir conteúdo que atraia clientes qualificados.

Quando eu digo QUALIFICADO, isso quer dizer: preciso de um cliente com tal e tal perfil. Vou produzir um conteúdo para atrair exatamente esse cliente, filtrando todos os demais.

Copywriting não é só uma forma de você atrair clientes, também pode ser usado como um filtro para os maus clientes, os barganhadores, os que não vão atribuir valor ao seus serviços.

Existem muitas técnicas de copywriting para ajudá-lo a atrair clientes com seu conteúdo.

São técnicas que vão desde a criação do título de um artigo ou uma chamada em suas redes sociais, até a forma como você estrutura seus artigos ou roteiro dos seus vídeos.

Sim, porque a estrutura do artigo é o que vai garantir que, depois que o título chame a atenção, o leitor tenha interesse em consumir seu conteúdo.

Por exemplo: um erro muito comum entre advogados é começar o texto de um artigo no Jusbrasil pela parte técnica.

Começa definindo conceitos, citando a lei, com inciso e parágrafo, jurisprudência, direito comparado, histórico do instituto, etc.

Muita gente já aprendeu que o juridiquês mata um texto quando o objetivo é atrair clientes.

Mas não basta apenas a linguagem sem expressões técnicas.

A forma como você estrutura seu texto também faz muita diferença.

O início do conteúdo, como já dissemos, tem que gerar uma conexão emocional com o cliente.

Mas como uma coisa tão complicada e teórica como o Direito pode gerar conexão emocional em alguém?

E o que é ainda pior: como gerar conexão emocional com alguém que nem fez Direito, não entende Direito e provavelmente nem quer aprender sobre o assunto?

Duas lições de copywriting para mudar a forma como você escreve seus textos

Aqui estão as duas lições mais importante que você pode aprender sobre copywriting aplicado à advocacia.

Gerar a conexão emocional com o seu cliente através do seu conteúdo.

Toda pessoa que procura um advogado tem um problema que precisa ser resolvido, certo?

A primeira coisa que o seu conteúdo tem que ter: foco nesse problema, não do Direito.

Não é só mostrando que você domina o Direito material e processual que você vai conquistar seu cliente.

O domínio técnico é uma confirmação da sua autoridade, mas não é ele quem gera essa autoridade.

Você consegue isso tratando do problema na perspectiva do cliente, não do Direito.

E a lição importante (mais importante ainda do que a primeira): por trás de todo problema, existe uma dor.

O cliente tem a experiência do problema por meio de uma dor.

Você precisa descobrir quais são as dores dos seus clientes e, então, aprender a conversar com essa dor.

Veja bem: não é explorar essa dor para vender o seu serviço, é dialogar com ela, no sentido de acolher e entender o que está por trás do problema do seu cliente.

Eu cheguei a entrevistar servidores públicos, simplesmente para entender qual a dor por trás de um processo administrativo disciplinar.

A gente descobriu que por trás do risco de uma demissão (que era o problema enfrentado na perspectiva do cliente), existia um sentimento de medo e raiva, associado à ideia de perseguição.

Antes das entrevistas, mesmo já tendo pego causas de servidores respondendo a PADs, eu acreditava que só havia o sentimento do medo, associado à demissão.

Mas a dor envolvia também o sentimento de raiva pela perseguição sofrida.

Na verdade, na maioria dos casos, a raiva e revolta é maior do que o medo.

Conhecimento da dor é que gera a conexão emocional

Foi quando começamos a tratar dessa dor em nosso conteúdo, usando as técnicas de copywriting, que as pessoas começaram a ligar.

E o mais curioso é que as pessoas me ligavam como se eu fosse a maior autoridade no assunto do Brasil.

E eu sabia que existiam profissionais muito mais gabaritados do que eu, com muito mais experiência.

Ocorre que o meu conteúdo criou uma conexão tão forte com esses clientes, que eles me tinham como O especialista.

Não mais um especialista, mas O especialista.

Conteúdo posiciona sua advocacia

Aqui tem outra questão importante sobre posicionamento.

O conteúdo criado de forma estratégica, posiciona a sua advocacia.

Por isso, as pessoas não me viam como um especialista em Direito Administrativo, ou Direito Público, mas como especialista no problema e na dor.

É uma autoridade muito maior, pois o cliente me vê como único, como a saída perfeita para resolver o problema dele.

Por isso, é raro o caso de cliente que me procura e não fecha comigo, ou que reclama do preço e diz que não vai pagar, ou que é desaforado - como muito cliente por aí, que acha que advogado é empregado e que tem que ser tratado mal.

Quer aprender a implementar a estratégia na prática?

Nosso método foi estudado, aplicado e validado aqui no meu escritório, ajudando a gente a lotar agenda e fechar contratos com clientes qualificados.

E, uma coisa que para a gente fez toda diferença: clientes dispostos a pagar honorários iniciais, não apenas no êxito.

E quanto mais cliente eu atendo, mais clientes me procuram e isso acaba se tornando um ciclo.

Por esse motivo, de não conseguir mostrar tudo o que eu faço e o método que eu criei nos meus artigos e vídeos divulgados aqui, que estou te trazendo uma oportunidade única.

Abrimos uma turma do Treinamento COMO ATRAIR CLIENTES NO JUSBRASIL.

Tem tempo que estava prometendo esse treinamento e só agora, no final de ano, que tive como preparar com cuidado esse conteúdo para vocês.

Serão várias aulas que vão te ensinar o método, passo a passo.

Serão 5 módulos ao todo: Posicionamento, Copywriting, Escritório Online Jusbrasil, Newsletter Jusbrasil e Plano de Ação de Marketing Jurídico.

É todo o conteúdo que você precisa para emplacar sua advocacia já no começo de 2020.

Sem conteúdo desnecessário, totalmente prático, totalmente adaptado à advocacia, sem teoria, só prática.

É um conteúdo que eu vou apresentar junto com o meu sócio, Ricardo Orsini, que trabalha exclusivamente com marketing jurídico há mais de 8 anos, no Advocacia in Foco, e foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso da nossa estratégia aqui no escritório.

Como essa é a minha primeira turma e eu quero me dedicar muito a cada advogado que participar, eu posso ter apenas 30 pessoas nessa turma.

Então, se você tem interesse, corre lá na página e confira o nosso treinamento.

14 Comentários

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Sérgio,

Você acaba de publicar o verdadeiro guia do marketing de conteúdo aqui no Jusbrasil! Haha!

Vou acessar o link para conhecer seu treinamento. Quem sabe eu não me torne seu aluno 😉

Acho que terceirizar o marketing para qualquer um não é uma boa mesmo, mas entregar a criação de textos para um advogado que manja do assunto é uma ótima alternativa! Haha! 😉

Abraços e muito sucesso a vocês! continuar lendo

Pedro, meu caro, é muito bom ler isso de um exímio escritor como você!

Inclusive, hoje, o único advogado para o qual eu teria coragem de delegar a produção dos meus artigos seria você.

Grande abraço! continuar lendo

Orgulho de ser de Goiânia, mesma cidade do Dr. Sérgio Merola!
Já parabenizei por instagram, mas quero deixa comentário aqui também!
O que ficou mais forte para mim diante de tudo isso foi quando pontuou:

"O caminho mais comum, por incrível que pareça, é não fazer nada.

Isso mesmo: não fazer nada para atrair clientes para o escritório."

Não estou fazendo nada mesmo!

Esse ponto aí me provocou!

Sucesso dr.! Quem sabe não nos esbarramos aqui em Goiânia? continuar lendo

Obrigado, Kelvin!

Vamos mudar o jogo em 2020?

Conte comigo!

Um abraço! continuar lendo

Excelente artigo. Estou começando agora na publicação de artigos e estou motivada a continuar assim. Acredito que em 2020 terei um ano mais abençoado na advocacia com o marketing de conteúdo. continuar lendo

Olá, Dr. Sérgio!
Grata por ter compartilhado um conteúdo tão rico.
Se possível, gostaria de indicações de leituras sobre Marketing Jurídico. continuar lendo

Bom dia, Dra. Marineri!

Eu não gosto dos conteúdos de marketing jurídico.

Desde 2014, sempre estudei só marketing geral, e fiz as devidas aplicações para a advocacia.

Dá uma olhada em nosso blog, tem muito conteúdo bacana lá: www.advocaciainfoco.com.br continuar lendo